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quarta-feira, 13 de abril de 2011

E do meio do mundo prostituto, só amores guardei ao meu charuto

'E do meio do mundo prostituto
só amores guardei ao meu charuto!
E que viva a fumar que preludia
As visões da cabeça perfumada!
E que viva o charuto regalia!
Viva a trêmula nuvem azulada,
onde s'embala a virgem vaporosa!
Viva a fumaça lânguida e cheirosa!
Cante o bardo febril e macilento
Hinos de sangue ao poviléu corrupto,
Embriague se na dor do pensamento,
Cubra a fronte de pó e traje de luto:
Que eu minha harpa votei ao esquecimento
só peço inspirações ao meu CHARUTO!
(Álvares de Azevedo)

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